O erro que TODAS nós mães cometemos.

Não importa se o seu filho já tem 20 anos ou se é um recém nascido, eu tenho certeza que você já cometeu esse erro.

Esse é um erro comum, como já disse no título é o número um entre os erros que toda mãe comete.
Antes mesmo de o seu bebê nascer você já está errando. A gente compara o tamanho da nossa barriga, a gente compara quem enjoou mais, quem ficou com a melhor pele e cabelo (sim, muita gente nota diferença na pele e cabelo durante a gestação), e obviamente a gente compara quem ganhou mais peso.
Ai vem o enxoval, a gente compara quem fez as compras em Miami, quem comprou nos melhores shoppings ou nas lojas populares. E a bolsa? quem comprou a da Gucci, quem comprou o kit todo de malas personalizadas, quem comprou uma simples sem muito frufru ou ainda quem herdou aquela usada da prima em bom estado. E o carrinho? esse tem todo um glamour a parte, tem aquelas marcas que nem o dono consegue pronunciar.
Mas ai nasce o bebê, a comparação passa a ser pelo tipo de parto. E ai? você teve cesárea agendada? Parto normal com anestesia ou parto natural? E o bebê mamou assim que nasceu? acertou a pega? deu mamadeira??? Xiiiii
E ai esta ganhando bastante peso? teve cólica? acorda a noite toda para mamar ou já dorme feito um anjo com um mês de nascido?
E ai de repente você começa perceber que você não tem o controle sobre o desenvolvimento do seu bebê, e ai que o sofrimento chega, porque você já está mergulhada nesse mar competitivo e absorve cada gota do que chega até você. E acredite isso essa gerra é injusta e audaciosa.
A gente começa a pensar. Será que não estou conseguindo ser a mãe que eu tanto desejei ser? Ou será que estou fazendo tudo errado?
Quando a gente pensa que o que provamos já foi o suficiente eis  que a maratona continua. “Com quantos meses ele andou?” e as duas que eu estou vivenciando nesse momento “Já esta falando?” e “Já está usando o peniquinho?”.
E é chagada a hora de escolher a escolinha, “A escola que o meu filho irá ensina 8 idiomas, corte e costura para o maternal“. “Já a do meu filho faz mais a linha artística, no jardim já estão pintando réplicas do Picasso e cozinhando receitas da Le Cordon Bleu.”
É, eu acho que já deu. Vamos parar com essa guerrinha?
Ta na hora de enxergarmos que toda essa comparação que vivenciamos não é sobre os nossos filhos, ela é sobre nós.
Nossos filhos não são e nem nunca serão objetos de medição do nosso sucesso como mãe.
A gente transborda de orgulho quando eles fazem algo de incrível pois acreditamos piamente que os créditos são total nosso, da mesma maneira que diminuímos do tamanho de uma formiga quando fazem alguma coisa que não é tão bacana, pois a culpa é sempre da mãe. Na maioria dos casos nem o mérito e nem o desmérito é realmente nosso, de fato.
Ninguém aqui precisa ser mãe perfeita porque não somos seres perfeitos, de repente o que a gente precisa é dar aos nossos filhos a liberdade de não serem perfeitos. Porque eles nunca serão, eles vão cometer erros como eu e como você cometemos. eles irão nos surpreender com talento para algumas coisas, como também demonstrarão que não tem a menor habilidade para outras. O que eles precisam é ter a mesma chance de falhar e de alcançar sucesso.
E, sim, embora tenhamos muita influência sobre a forma como nossos filhos se revelam, não temos muito controle sobre sua singularidade e habilidade. Não importa quais sejam nossas preferências, não podemos cultivá-las, apoiá-las e moldá-las em algo fora do que eles não foram criados para ser.
Às vezes, nossos filhos se parecerão diferentes, serão diferentes e agirão diferente dos que os rodeiam. E, como mãe, às vezes também faremos coisas um pouco diferentes. E tudo bem é bom que seja assim.

Não permita que o fantasma das comparações lhe tire o brilho que o seu pequeno tem, ele escolheu ser seu filho e isso é o que importa.

Mãe de hoje por Cintia Marques

 

 

 

 

Texto inspirado no The Number One Mistake Even Good Moms Make
By Heather Creekmore